A infância é apontada como a fase mais adequada para ajustar os hábitos alimentares e realizar o controle do peso corporal. O período é marcado pela formação de todos os tecidos, incluindo os adiposos, responsáveis pelo armazenamento de gordura no organismo.
A ausência de correções na alimentação dos menores eleva a probabilidade de ganho de peso e o aparecimento de enfermidades associadas à obesidade, a exemplo de diabetes e hipertensão. Para obter êxito na adoção de uma nova postura alimentar, a dedicação dos pais é fundamental para incentivar as crianças e evitar que elas se sintam solitárias no processo.
Orientações práticas para a educação nutricional
O primeiro passo para a mudança é o exemplo dentro de casa. Os adultos devem consumir os mesmos alimentos saudáveis oferecidos aos filhos e realizar as refeições em conjunto, visto que as crianças tendem a copiar o comportamento alimentar de quem convive com elas.
O controle das quantidades também é necessário, pois mesmo os alimentos saudáveis não devem ser ingeridos sem moderação. Além disso, recomenda-se evitar refeições em frente à televisão, prática que distrai a atenção e pode levar o menor a consumir mais do que o necessário.
A rotina diária deve incluir de cinco a seis refeições para prevenir longos períodos em jejum. No período noturno, a orientação é afastar pratos ricos em gordura, que exigem digestão mais lenta e podem prejudicar a qualidade do sono, já que o organismo desacelera durante o descanso.
Ambiente doméstico e rotina ativa
A organização da dispensa e da geladeira faz diferença na rotina. A recomendação é não manter em casa itens como refrigerantes, salgadinhos, bolachas e doces, que contêm altos níveis de carboidratos, gorduras e sódio, além de apresentarem baixa densidade de nutrientes essenciais para o desenvolvimento infantil.
Para estimular o interesse, os pais podem convidar os filhos a participarem do preparo de pratos, iniciando com sucos e saladas conforme a idade, explicando a função desses itens para a saúde. No aspecto físico, o incentivo a brincadeiras e jogos com gasto calórico deve substituir as horas prolongadas em frente a computadores e jogos eletrônicos.
Por fim, especialistas reforçam a necessidade de evitar o uso de termos ofensivos, como gorda e obesa, ou outros apelidos que possam desestimular o andamento do acompanhamento nutricional. A aplicação destas práticas contribui para a educação dos menores e eleva a qualidade da alimentação de toda a família.

