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Ex-procurador do Instituto Rio Metrópole tem nova prisão preventiva decretada

A Justiça do Rio de Janeiro decretou nova prisão preventiva contra o ex-procurador-geral do Instituto Rio Metrópole, investigado por corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Ouroboros.

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Ex-procurador do Instituto Rio Metrópole tem nova prisão preventiva decretada

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) efetuou uma nova prisão preventiva contra Marcelo Lopes da Silva, ex-procurador-geral do Instituto Rio Metrópole (IRM). O investigado já havia sido detido na primeira fase da Operação Ouroboros, mas obteve a liberdade anteriormente após a concessão de um habeas corpus pela Justiça.

A nova ordem de prisão foi emitida pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital. A decisão ocorreu depois que a análise do telefone celular apreendido com o acusado revelou evidências inéditas ligadas a crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

De acordo com o Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf), investigações indicam que Marcelo orientou sua então companheira, Thays Pinho Carneiro da Silva, a abrir um microempreendimento individual (MEI). O negócio foi criado para formalizar contratos com a Engeconsult, empresa com acordos milionários junto ao IRM cujos trâmites dependiam da análise da Procuradoria chefiada por ele.

Os registros apontam que o contrato estipulava o pagamento de R$ 30 mil divididos em seis parcelas mensais de R$ 5 mil em troca de serviços administrativos fictícios. As mensagens extraídas do aparelho celular indicam que o ex-procurador pediu para evitar registros escritos e que o acordo comercial foi firmado retroativamente em relação à data de criação da empresa.

Além disso, o material examinado demonstrou que o ex-agente público interferia em pareceres de interesse de um grupo específico, manipulando documentos no Sistema Eletrônico de Informações (SEI) para barrar análises de órgãos de controle externo. Em uma das conversas recuperadas sobre um caso sensível, ele sugeriu arquivar o procedimento diretamente no âmbito interno do IRM.

Com os novos elementos probatórios colhidos, o Ministério Público atualizou a denúncia para imputar a Marcelo seis acusações de corrupção passiva e seis de lavagem de dinheiro. Hélio Augusto Machado Pessôa, que representa a Engeconsult, também passou a responder por seis novas acusações de lavagem de dinheiro, com o recebimento do aditamento aceito pela Justiça.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano